
E eis a exaltação de um grito de guerra.
Fogo que incendeia o coração, fogo de canhões, faíscas de beijos, raios de trovões, lava de vulcões que escaldam os olhos cegos, a nau que arrasta o guerreiro pelas águas da fonte.
Cada bala foi rasgando a farda de Ulisses, a esperança que trazia num escudo de aço roubara-lhe um pedaço de vida.
Fascinado por (uma) Circe fez-se Cativeiro do passado e refém do presente enfeitiçado por um canhão de pólvora com uniforme de varinha mágica…era ao romper da aurora que se sentava no degrau da muralha onde compunha poemas melancólicos inspirados em pensamentos profundos de angústia e desespero.
‘Desejo que se afaste
Choro lágrimas húmidas
Tentado apagar…
O fogo que incendeia o peito
Porém ainda há a sua sombra
Que foge para o abismo…
Abismo em mim,
Tão profundo quão o Amor
Que sinto por si ‘
Passava horas a escrever, enfrentava o batalhão das lágrimas e as memórias sangrentas, além disso rezava aos deuses para que Circe um dia voltasse…tanta vez o fizera que a sua voz começara a enrouquecer, de tanto chorar gastaram-se as gotas da fonte triste que antes lhe inundavam o rosto, as forças gastas na batalha fizeram Ulisses partir, alvejado na alma apaixonada que se tornara somente escura.
O feitiço quebrou-se e um dia ao amanhecer questionou “ O que faço aqui eu?!” erguendo um sorriso lançado por uma pomba branca.
Ainda hoje dentro do cavalo de Tróia guarda os poemas para Circe, a espada da glória, o Escudo alvejado, a farda rasgada e as dinamites verbais.
Fim de guerra…
O coração renasceu, perdura hoje um sorriso brilhante jamais sentido, e na alma…na alma restam as cinzas.
Cátia Castanheira.
Fogo que incendeia o coração, fogo de canhões, faíscas de beijos, raios de trovões, lava de vulcões que escaldam os olhos cegos, a nau que arrasta o guerreiro pelas águas da fonte.
Cada bala foi rasgando a farda de Ulisses, a esperança que trazia num escudo de aço roubara-lhe um pedaço de vida.
Fascinado por (uma) Circe fez-se Cativeiro do passado e refém do presente enfeitiçado por um canhão de pólvora com uniforme de varinha mágica…era ao romper da aurora que se sentava no degrau da muralha onde compunha poemas melancólicos inspirados em pensamentos profundos de angústia e desespero.
‘Desejo que se afaste
Choro lágrimas húmidas
Tentado apagar…
O fogo que incendeia o peito
Porém ainda há a sua sombra
Que foge para o abismo…
Abismo em mim,
Tão profundo quão o Amor
Que sinto por si ‘
Passava horas a escrever, enfrentava o batalhão das lágrimas e as memórias sangrentas, além disso rezava aos deuses para que Circe um dia voltasse…tanta vez o fizera que a sua voz começara a enrouquecer, de tanto chorar gastaram-se as gotas da fonte triste que antes lhe inundavam o rosto, as forças gastas na batalha fizeram Ulisses partir, alvejado na alma apaixonada que se tornara somente escura.
O feitiço quebrou-se e um dia ao amanhecer questionou “ O que faço aqui eu?!” erguendo um sorriso lançado por uma pomba branca.
Ainda hoje dentro do cavalo de Tróia guarda os poemas para Circe, a espada da glória, o Escudo alvejado, a farda rasgada e as dinamites verbais.
Fim de guerra…
O coração renasceu, perdura hoje um sorriso brilhante jamais sentido, e na alma…na alma restam as cinzas.
Cátia Castanheira.
3 comentários:
Ás vezes temos de gritar esses tais gritos de guerra.
Estupidamente só quando perdemos as pessoas é que vemos o quão importantes elas são para nos. Choramos, gritamos e rezamos por essa pessoa e só queremos que ela volte, as vezes até pensamos que sem ela não vivemos.
Sim de facto uma dor dessas custa a passar mas temos de ver que estarmos assim não é saudável. Demos o coração e (quase) sempre podemos dar mais mas só quando realmente percebemos é tarde!
É pena que um amor se vá assim! Porque nos calamos quando queremos dizer “amo-te”, porque não corremos feitos de doidos até abraçar essa pessoa e contemo-nos por causa das aparências.
Dói. Mas faz-nos crescer.
Sabes, ainda podemos cometer esse erro outra vez, mas com cada uma prendemos…
As cabeçadas da vida fazem galos, esses galos é que nos fazem pessoas maduras.
A idade não é um factor relevante sem ter galos :D
Ah ah ah! Rapariga vive o momento e nunca te arrependas daquilo que queres fazer, podes errar por fazer mas podes-te arrepender se não o fizeres!
Obrigada por tudo mesmo.
Adoro-te xD,
Beijinho doce, doce, doce…
Marta
Esqueço-me sempre de alguma coisa :S
Amo essa imagem xD
Acredita é uma das melhores que tens aqui. A melhor é aquela da máscara =P (porque será?)
beijinho grande grande grande
Marta
Se sou romântica, fala-me então deste texto no mínimo perfeito ? $
ARTE :)
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