Rasto de folhas de papel, enrolam-se as páginas em ciclos viciosos que perturbam a alma branca traçada por linhas planas interceptadas por riscos não tão perfeito quão a plenitude de um lápis aparado. Escrevem sobre pensamentos e actos, redigem o correcto e incorrecto, desejam a perfeição das suas próprias e ridículas ambições.Gracejam das letras minúsculas e temem as maiúsculas.
Em mim tenho em posse a mão que tem no seu conteúdo um pouco de inspiração que me permita ir mais além das ultimas frases expostas, arrisco fechar os olhos e sentir as mãos a quererem agarrar as emoções que traduzo por palavras e sem eu dar conta as veias a encheram-se de um liquido transparente que no momento de auge ejectam a inspiração interior.Redijo, apago, risco e retrocedo. O Prazer de escrever é me
indescritível, nasceu inacabado e vai crescendo...Completa-me.
Cátia Castanheira
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
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