terça-feira, 9 de junho de 2009

Para ti totózita'10 (:

Enquanto dormes a vida mantém-se acordada, choras e metade do mundo ri, choro contigo e recordo-me que outrora caíram lágrimas na tua camisola vencedora e lutadora.
As vezes abro a janela e penso naquilo que tenho para conhecer, alguns lugares, certas pessoas, e coisas que nunca conhecerei na totalidade. O mundo é demasiado grande, e então olho para o horizonte e vejo-nos cercados por um grande círculo azul, o mundo redondo, eternamente azul, o céu grande e intocável. Ao fechar os olhos sinto pena de saber que há algo mais além, um sorriso, um olhar, uma expressão, um texto, um poema, uma música, uma pessoa, um nome....uma noite, um limite.

Em tom de brincadeira e surpresa a noite carnavalesca pregou uma partida, mascarou-se no meio de crianças e adultos, uma imensa multidão fantochada e enfeitiçada comemoravam a noite mais engraçada do ano e por lá se viam copos espalhados pelo chão da cerveja que se bebeu, ouvia-se o som de festa, e eis que se abriu uma porta, três passos inconstantes de um alguém que parou. Então ouviu-se uma voz imprevista e desconhecida…a partir dai eu tento culpar o destino, seria apenas diferente se em vez de seguir para a frente escolhesse outro lado, outra direcção…mas os passos que dei fizeram-me chegar a ti, este caminho tornou-se mais do que algo que simplesmente aconteceu, não se ficou só pela coincidência.
Uma razão inexplicável transformou-se em realidade.
Em dias de intensos apertos no peito, sinto valer a pena viver, conhecer, arriscar, receber e oferecer.
Toda admiração que sinto substitui os limites que pensava não alcançar e logo reparo que afinal o céu tenta imitar o doce orgulho: grande e intocável. Ainda bem que há dia para que se note nos meus olhos os reflexos dos sentimentos, recordações e imagens. E ainda bem que há noite, para que quando eu os feche possa sonhar.
Cátia Castanheira'10.