segunda-feira, 6 de abril de 2009

Uma história

Confesso-te hoje...
O medo que carrego no coração por saber que te vou tendo.
Vamos construindo um castelo com as nossas conversas com o protagonismo de um príncipe que se quer tornar encantado e uma Cinderela desajeitada de sapatilhas que toma em si uma muralha densa e indestrutível.
Confesso-te hoje o que no passado nunca previ
Este carinho que estou sentindo por ti
Confesso ainda que muito antes do dia 14 de Fevereiro eu te achava um lobo mau
Estavas longe de pertencer as minhas histórias, aos meus textos…
Tu, sim tu caminhavas longe da minha vida. E talvez do meu destino. Intuito duvidoso quando estou longe de ti, harmonioso quando os teus lábios tocam os meus e os teus olhos me segredam: estou bem aqui. E assim torna-se mais fácil contar esta história, vivê-la e um dia será apenas mais uma história do Era uma vez o Fim chegará e o principio permanecerá.

Beijinhos para ti.

Cátia Castanheira

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Corpos ausentes

As mãos estenderam-se, os olhos brilharam em união, a voz cantou no silêncio de olhares tímidos para que os sorrisos dançassem. Os corpos existiram na razão, que desconheço.
Hoje só, apenas um corpo por si no meio de tantos outros que passam. São hoje só dois olhos que vêem mas não reparam. São mãos desassossegadas que agarram tudo e não sentem nada, não pegam a força do mundo nem a empatia dos lugares, não sentem o medo de um desejo nem a adrenalina de o viver.
Chegou a Primavera e eu não sinto.
As noites são longas e trazem a saudade de volta o tempo não chega para explicar este vácuo, esta ausência incontrolada que se fixa nas silhuetas do meu corpo.E quando saio para a rua tento respirar o vento e tudo o que sinto é frio.

Cátia Castanheira