Era uma vez um cão peludo e careca que gostava de nadar, e num dia de sol á noitinha morreu afogado na terra.
O cão miou aflito de satisfação e disse - estou morto!
Saiu da terra todo molhado e começou a correr devagar para ver se ouvia a Roxinola Caracola que era a mais velha da Selva onde não havia ninguém, pelo caminho o cão lambeu o dorso com o nariz e cheirou umas flores bonitas com a língua, decidiu apanha-las com as mãos para oferecer à Caracola.
Encontrou a Caracola que era doida da tola que estava a chorar desalmadamente, o cão preocupado e a sorrir perguntou:- O que tens Caracola?
Ela respondeu : - A minha vida não faz mesmo sentido.
O cão puxou um lenço do bolso e limpou-lhe o rosto, sentaram-se num banco de madeira que era de pedra e ele ofereceu-lhe as flores.
- As coisas boas da vida nem sempre têm que fazer sentido.
Cátia Castanheira
domingo, 23 de novembro de 2008
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