Injecto soro na veia
Aniquilo a angustia
Que me incendeia
Acordo os sentidos
E ao fundo há uma luz
Que me encadeia
No silencio da sala
Faço da inspiração
O rastilho da imaginação
Escrevo poesia
Ao ritmo da pulsação
Pula o coração
De tão forte emoção.
Desesperadamente esfaqueio a veia
Instantaneamente é essa a ideia
Se é poesia que me corre na veia
Procuro resgata-la para a minha teia
Desejo sentir na mão
O sangue e sua imensidão
Apalpa-la
Depois rasga-la
Para observar afinal
Do que é feita então.
Cátia Castanheira
sábado, 12 de julho de 2008
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2 comentários:
escreve,liberta a alma
sorri mas chora com calma...
és diferente...
e caíste de parapente.
não és banal
nesta sociedade anormal!
adorei este poema a sério.
obrigada por tudo o que és neste momento...
como alguém diria "carpe diem".
escreve até ganhares calos nos dedos até te fartares.
gosto de ti miuda :D
espalha magia à tua maneira.
beijinho fofo como tu,
Marta
A sério CTA, os teus textos e poemas "até metem medo", Não por estarem maus, mas pelo contrario ao quadrado. Nestes últimos, como já te disse, sente-se o poema mas algo mais. Sente-se a inspiração que tu tens, o que enriquece muito o texto. No final? Parabéns pelo trabalho bem feito. Que esta "veia" nunca fique sem circulação de "sangue".
Micael
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