segunda-feira, 1 de março de 2010

O mar fala-me de ti

O mar ainda me fala de ti. Naquela tarde de Outubro o sol caiu sob os nossos olhos e escondeu-se por detrás da linha do mar, o horizonte. Estava tudo calmo e bonito. Encosta mo-nos a uma rocha que descemos a sorrir, deste-me a mão para eu não cair. O nosso amor era real como aquele mar da Figueira da Foz.
A noite caiu sem darmos conta, a lua brilhava e o céu estava carregado de estrelas. Cantamos canções, escutamos o silêncio, demo-nos aos abraços, deste-me os teus beijos, falamos sobre nós. O vento empurrava o teu cabelo contra o meu rosto alegre, os teus lábios subiram marés dentro de mim e a brisa tinha um ar romântico.
Numa noite de Fevereiro tombei o meu barco, o mar não me trouxe ao nosso cais talvez tenha sido eu quem afundou a nossa história, esqueci-me de lhe dizer que te amava. Perdemos o norte e tu navegas sem rumo,
Faz frio, estive na Figueira há uns dias e passei pelo nosso cais, o mar estava agitado, assim como o vento gelado que tencionava cortar-me a respiração, perdi-me longe de ti… “mas ele sabe que fui, quem dele se perdeu, assim que te perdi…”.

Cátia Castanheira

1 comentário:

Ângela disse...

Deito-me numa cama de pétalas onde o aroma é o teu. Há palavras no ar misturadas com uma melodia que vem de longe. Inebriam-me todas as lembranças. Todos os sons. Todas as imagens. Cola-se a tua pele na minha no vibrar de cada nota. Uma música que por uma noite foi nossa... Oiço-a! A primavera faz a sua abertura nesses acordes. Há um casal de pássaros que a tomou sem pedido. Para eles não há noção de tempo. Há apenas noção do agora.
Hoje vou ser pássaro... recordarei os dias como se fossem o nosso presente.
...que tal fazeres o mesmo?

Gostei muito!!
Beijinhos*